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sábado, 28 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2009
Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida! Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!
Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro.
Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, o palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver, tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.
Verdade escondida
Em setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro, apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós, em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da bolsa quando fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.
Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre: no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: "Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida".
Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!
Augusto Boal
Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, 16 de março de 1931) é director de teatro, dramaturgo e encenador brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, "o teatro no sentido mais arcaico do termo.
Todos os seres humanos são actores - porque actuam - e espectadores - porque observam.
Somos todos "espect-atores" .
Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida! Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!
Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro.
Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, o palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver, tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.
Verdade escondida
Em setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro, apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós, em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da bolsa quando fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.
Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre: no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: "Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida".
Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!
Augusto Boal
Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, 16 de março de 1931) é director de teatro, dramaturgo e encenador brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, "o teatro no sentido mais arcaico do termo.
Todos os seres humanos são actores - porque actuam - e espectadores - porque observam.
Somos todos "espect-atores" .
quinta-feira, 26 de março de 2009
Governo X Cultura
0,4 por cento
é o valor da nossa Cultura
no nosso orçamento de Estado
com esta legislatura
Morremos à fome
e estúpidos!
é o valor da nossa Cultura
no nosso orçamento de Estado
com esta legislatura
Morremos à fome
e estúpidos!
sábado, 27 de dezembro de 2008

Os OU estão aqui porque não podem voltar.
Os OU são uma Trupe viandante de Contadores de histórias que viajam ao longo dos tempos, ao longo da História dos tempos.
Músicos e actores que através da música e da voz cantam o mundo e as suas gentes.
Estão aqui OU ali, contam esta OU aquela história, só não voltam atrás porque caminham sempre e é do presente que falam.
Do passado - têm a idade do Tempo desde que o homem é homem e objectos que vão coleccionando por onde passam; objectos que são memórias das vidas das gentes de que falam e que sonoramente povoam os seus espectáculos - época após época.
Hoje estão aqui.
As gentes de que falam são as nossas gentes.
E no seu jeito de Saltimbancos actuam não só – e ainda – nas ruas, mas também nas grandes salas de espectáculo.
Com Humor e Sentido crítico.
OU dizem o que têm a dizer OU ficam calados.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Um amigo
hoje encontrei um amigo na rua que não via a algum tempo
também é nosso colega
é actor
estava com um carrinho de mão e um colete dos Correios
a distribuir revistas pelas nossas caixas de correio
é triste . . . !
today I found a friend in the street that did not see to some time
also is our colleague
he is an actor
he was with a stand of hand and a vest of the Post offices to distribute reviewed for our mailboxes
it is sad . . . !
também é nosso colega
é actor
estava com um carrinho de mão e um colete dos Correios
a distribuir revistas pelas nossas caixas de correio
é triste . . . !
today I found a friend in the street that did not see to some time
also is our colleague
he is an actor
he was with a stand of hand and a vest of the Post offices to distribute reviewed for our mailboxes
it is sad . . . !
domingo, 21 de setembro de 2008
Amelie Nothomb
domingo, 25 de maio de 2008
"Los Cortina"
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