Qatrel is a theatre company based in Lisbon, Portugal, since 2008 with the following purpose: present groundbreaking contemporary plays that can question the major problems and political contradictions of our times. - To follow a transversal programme involving the performing Arts, underlining the intimate links between Theatre and all other artistic mediums, especially Music.

domingo, 19 de julho de 2009

CENSURA VOLTOU A PORTUGAL

O espectáculo "Amor", de André Sant'Anna, encenado por Marcos Barbosa e interpretado por Flávia Gusmão, programado pelo Director do TNDM II para o Festival ao Largo hoje, dia 19 de Julho, às 22h, no Largo de S. Carlos, com convite formal aos produtores do espectáculo por parte da OpArt (entidade organizadora do Festival) foi CENSURADO pelo Director do próprio Festival (PEDRO MOREIRA) NA VÉSPERA (durante o ensaio geral, e sem assistir ao ensaio completo), por motivos ideológicos.


Estaremos todos hoje, às 21h- hora a que seria apresentado o espectáculo - no Largo do São Carlos a favor da Liberdade , da Cultura , do Amor e queremos uma justificação clara.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Oh...esquecemo-nos da Cultura!!!

O primeiro-ministro apontou, esta quarta-feira, como exemplo de um erro ( talvez ) cometido pelo seu Governo nesta legislatura, a ausência de um investimento volumoso na área da cultura


"O parente pobre" aparece para salvar a "humildade" do nosso primeiro ministro ao admitir erros de governação. Por favor...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Teatro: Companhias Descentralizadas criticam centralismo do Governo

Em comunicado enviado à Lusa, as companhias sustentam que a política do Ministério da Cultura para o sector "assenta num profundo desconhecimento sobre o que acontece no terreno e ignora as especificidades do trabalho realizado longe dos centros de decisão política, económica e mediática". 



Têm razão os meus colegas mas permitam-me que acrescente que esse profundo desconhecimento sobre o que acontece no terreno também se aplica nos centros de decisão política, económica e mediática ou seja nos Corredores de São Bento

Mais:

Para quando um subsídio de apoio à criação de novas estruturas? 
Sejam elas Teatro ou Dança ou Circo?
( Bem o Circo então . . . nem se fala . . . coitados, menosprezados . 
Para quem não sabe:
não existe no Ministério da Cultura , um subsídio de apoio a novas estruturas ( Companhias, como se chamam na verdade ) o que existe são os apoios anuais - para os quais é necessário apresentar a programação 
mas só pode concorrer uma estrutura que exista e apresente trabalho contínuo há pelo menos dois anos. 
Na prática:
Quem quiser criar uma nova Companhia de Teatro tem de 
produzir  
programar 
realizar 
criar 
viver 
durante dois anos sem nada. 
Pode concorrer a subsídios pontuais - cujo valor não chega para a criação do espectáculo quanto mais para ajudar a sustentar uma estrutura
A Qatrel - que aqui se apresenta em forma de blogue, mas podem consultar o nosso trabalho no site - é nesse espaço indefinido e frágil que se encontra neste momento
Eu costumo dizer que "mão de obra" temos nós:
 actores, 
escritores, 
cenógrafos,
 figurinistas,
 desenhadores de luz,
 músicos, 
contra-regras, 
técnicos, 
encenadores
. . . mas nem um tusto. 
Como é que se aluga/compra um espaço de trabalho sem dinheiro?
como é que se paga as contas de electricidade ( gasta-se muita electricidade em espectáculos ) 
funcionários? nem pensar - como lhes pagávamos? 
 fazemos nós tudo (e todos fazem na verdade um pouco de tudo)...mas até quando vamos aguentar? 
é altamente entusiasmante quando se tem 20 anos e se vive em casa dos pais e se acha que se vai conquistar o mundo 
agora aos 40 anos? com 20 anos de carreira em cima? com filhos para criar???

ah????

Pois é.
Não dá!

Vou dedicar os próximos dias a publicar aqui o que se passa em termos de apoios institucionais nas artes do espectáculo
E também o que se passa com os agora apelidados de "intermitentes" - o pessoal que recebe a recibos verdes - trabalho precário - NÓS os ARTISTAS  - OS ETERNOS MALDITOS

Até já

terça-feira, 16 de junho de 2009

Projecto da pianista Maria João Pires vai acabar?


Sinceramente...
Já não há ponta por onde se pegue neste país
Cada vez mais formatados
Cada vez mais burros
Cada vez mais endividados
Cada vez mais cinzentos
e
acima de tudo
Cada vez mais incultos
E desculpem lá, mas ... quem são os responsáveis?
Não se faz um bolo sem farinha, ovos, açucar ... whatever...
Depois provam e dizem: hum . . . que bolo fantástico, um obra de arte.
Desculpem???????
Então?
As outras obras de arte?
Não precisam dos ingredientes todos também?

PARA QUE TEMOS NÓS UM MINISTÉRIO DA CULTURA E UM MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO se não ministram nem uma coisa nem outra.  ??????

 Dizem que somos um 
"POVO DE BRANDOS COSTUMES"

YÁ...QUE BOM....PORQUE  ESTAMOS A CAMINHAR A PASSOS MUITO MUITO LARGOS PARA SERMOS TAMBÉM O POVO MAIS FÚTIL E MENOS CULTO DA EUROPA

PARABÉNS A TODOS NÓS!

E já agora espreitem o site do projecto Belgais para perceberem a dimensão do trabalho 
e a estupidez e pequenez de quem não ajuda a mantê-lo de pé, sejam quais forem as razões da sua dificuldade